Saída pode ser a exportação do excedente
De acordo com ténicos da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o crescimento da produção de leite no Brasil, em 2001, permite o pleno abastecimento do mercado doméstico e até pensar na exportação do produto para amenizar a crise no setor. Ao invés disso, algumas indústrias continuam importando o produto, mesmo em pequena quantidade, e reduzindo os preços no mercado interno.
O País tem mercados potenciais a explorar, como México e Venezuela, além de países africanos e asiáticos. Para regular o mercado interno e reduzir excedentes, especialistas acreditam que o Brasil deveria exportar este ano pelo menos 15 mil toneladas de leite em pó. Sem isso, os estoques que as cooperativas e as indústrias formarão, a fim de enxugar o excesso de oferta, poderão continuar pressionando para baixo os preços do produto.
''A liberação de R$ 200 milhões às indústrias e cooperativas de laticínios, a partir de setembro, para adquirir maior quantidade do produto, estocá-lo até a próxima entressafra, comercializando esta eventual sobra no mercado doméstico ou internacional, pode ser uma boa alternativa'', admite Vicente Nogueira, da CNA. No entanto, segundo ele, o mercado exportador não é tão simples assim. O leite é um dos produtos mais protegidos nas políticas agrícolas dos países desenvolvidos, com subsídios para garantir preços aos produtores. (C.B.)





