Safra será menor em 2001-2002
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sábado, 13 de janeiro de 2001
Jota Oliveira De Londrina 
Na próxima safra de café os produtores brasileiros devem colher 26,7 milhões de sacas. A informação foi dada pelo ministro Marcus Vinicius Pratini de Moraes, da Agricultura, ainda no final de dezembro do ano passado. A safra agora prevista deve ser 14% inferior aos 31,1 milhões de sacas obtidas na safra 2000-2001, o que representa queda de 4,4 milhões de sacas na produção nacional.
Robusta aumentaEssa foi a primeira previsão da safra 2001-2002, anunciada pelo Ministro. Segundo Pratini, 19,4 milhões de sacas (73% do total do País) deverão ser de arábica e 7,3 milhões de sacas (27%) deverão ser de robusta, ou conillon.
Supondo-se que a primeira previsão seja confirmada, a produção de arábica cai 5,3 milhões de sacas em relação à última safra, enquanto a colheita de robusta aumenta em 900 mil sacas.
Pratini disse que a safra 2001-2002 deve cair devido às estiagens ocorridas em 1999 e 2000. Esses fenômenos provocaram déficits hídricos nos cafezais, especialmente no Centro-Sul, onde predomina a área de arábica. Isso prejudica o desenvolvimento das plantas, explicou o secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Paulo Cesar Samico. A queda de 14% na safra devrá ser maior em São Paulo (92,3%) e Minas Gerais (92% da quebra).
Geadas no ParanáO levantamento foi feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), subordinada ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento. A empresa de pesquisa agronômica calcula que o Paraná deve perder 80% da produção da safra 2001-2002 e colher apenas 400 mil sacas.
A quebra de safra ocorrerá nas lavouras velhas, atingidas por geadas em dois anos consecutivos (1999 e 2000) e tiveram a produtividade prejudicada. Técnicos no Estado calculam que a primeira safra significativa depois das geadas será colhida somente em 2003.
Samico ressalvou que a safra 2000-2001 (31,1 milhões de sacas no Brasil) indicou aumento de 7,6% em relação à primeira previsão, feita em dezembro de 1999. O acréscimo ocorreu na maioria das regiões cafeeiras, devido ao melhor desenvolvimento das plantas naquela safra. A safra poderia ter sido maior, se não fosse prejudicada pela seca e geadas.
RetençãoO secretário de Produção e Comercialização revelou ainda que o Brasil reteve, por intermédio do Programa de Reordenamento da Oferta de Café, 1,8 milhão de sacas. Esse volume pode lastrear uma exportação de até 9 milhões de sacas de café, comentou Samico.
Ele acrescentou que o Vietnã já reteve 19 mil toneladas e a Colômbia 500 mil sacas. Na próxima reunião da Associação dos Países Produtores de Café (APPC), marcada para 24 deste mês, em Londres, será feita uma avaliação do programa.


