Safra será de investimento
"É uma atividade que demanda dedicação e tecnologia." Com essa filosofia, o produtor Marcelo Hoshino sempre conseguiu bons resultados em quantidade e qualidade de produção. Por isso, nunca deixou de plantar trigo em sua propriedade localizada em Sertanópolis, no Norte do Paraná.
Com o aquecimento dos preços da saca neste ano, o produtor está bem mais animado com o atual ciclo. Mas reclama que o custo de produção na sua região, que gira em torno de 40 sacas por hectare, ainda é muito elevado. Segundo ele, o ideal seria de 29 sacas por hectare. "O valor dos insumos cresceu em torno de 8% de um ano para cá, apertando a nossa margem de lucro", completa.
Além dos bons preços, o agricultor opta pelo trigo no inverno porque o cereal é ideal para fazer rotação de cultura. "Faço uma adubação caprichada durante o inverno no trigo para garantir uma boa produtividade da soja na safra verão", salienta. Até o dia 15 de maio, o produtor estima terminar o plantio. A colheita, segundo ele, começará a partir do segundo semestre de agosto.
Opção
Rui Marcos de Souza, gerente de suprimentos do Moinho Globo, empresa sediada em Sertanópolis, afirma que o Paraná precisa ser um grande produtor de trigo devido ao aumento da demanda pela matéria-prima. "O frete é muito caro para importarmos o produto, por isso preferimos comprar dos agricultores da região", explica Souza.
Porém, para garantir que não falte um determinado tipo de trigo, o moinho faz parceria com os produtores. A indústria chega a processar até 450 toneladas do cereal por dia. "Na nossa região temos tecnologia, boa genética e uma ótima liquidez, esses fatores atraem cada vez mais novos produtores interessados na atividade", completa Souza.
O gerente conta que a empresa presta todo o suporte agronômico e comercial aos seus fornecedores. "Para a nossa região já temos variedades adaptadas às condições de clima e solo do Norte do Estado", completa Souza. (R.M.)





