Safra de grãos tem queda de 5%
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sábado, 26 de novembro de 2005
Agência Estado 
Rio de Janeiro A safra brasileira 2004/2005 não deverá ultrapassar 112,7 milhões de toneladas (t), volume 5% menor que o do ano passado, confirmou esta semana o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume colhido é quase 20 milhões t menor que a projeção do início do ano, que chegava a 130 milhões t, marca inviabilizada pelos problemas climáticos no Sul do País.
Os dados correspondem à décima estimativa para a safra. O IBGE já divulgou anteriormente o primeiro prognóstico para a safra 2005/2006, que, segundo o instituto, deverá atingir 126,6 milhões t.
''Se tivéssemos alcançado em 2005 a safra prevista de 130 milhões t, teríamos muitos problemas de logística'', disse Biramar Nunes, técnico do Ministério da Agricultura. Em congresso sobre o agronegócio realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ele afirmou em palestra que o Brasil poderá produzir 260 milhões t de grãos ''em 10 ou 20 anos''.
Nunes alertou, entretanto, que para efetivar esse potencial nos próximos anos será preciso abrir mercado para os produtos brasileiros e elevar investimentos em infra-estrutura e logística. Nunes explicou que o Brasil tem possibilidade de aumentar em 106 milhões de hectares (ha) a área a ser cultivada com grãos, sem prejuízo ambiental. Hoje são cultivados cerca de 47 milhões ha. Para ele, todo esse potencial ressalta a necessidade de investimentos.
Na safra 2005, segundo o IBGE, os produtos que apresentaram variação positiva na estimativa de produção, em relação a 2004, foram feijão em grão 2. safra (7,09%); feijão em grão 3. safra (15,20%); mamona (38,42%) e soja em grão (3,12%).
A variação foi negativa para as culturas de: algodão herbáceo (-3,86%); arroz em casca (-0,12%); feijão em grão 1. safra (-3,03%); milho em grão 1. safra (-12,95%); milho em grão 2.safra (-28,43%); sorgo em grão (-27,34%); e trigo em grão (-12,75%).
Os únicos produtos que ainda estão em fase de colheita são o feijão em grão terceira safra e o trigo. O primeiro tem sido beneficiado pelos bons preços, enquanto a produção tritícola está sofrendo perda de produtividade, por causa do excesso de chuvas nas regiões produtoras.


