A estimativa, divulgada na última terça-feira, é 0,4% superior ao segundo cálculo, concluído em junho, que indicara produção de 35,2 milhões de sacas. Confirmando-se os números, esta será a maior safra brasileira desde 87/88, segundo a Abecafé.
Informa a associação que em comparação com a segunda estimativa, foram registrados aumentos de café arábica em Minas Gerais (+ 250 mil sacas) e São Paulo (100 mil sacas) e reduções no Paraná, Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso e Maranhão, no total de 250 mil sacas. Da espécie robusta (conillon) o novo cálculo aponta um aumento de 50 mil sacas, no Espírito Santo.
DistribuiçãoMinas Gerais confirma-se, com 19,05 milhões de sacas, como o maior produtor de café arábica do Brasil. A produção nesta safra está assim distribuída, naquele Estado: Sul e Oeste - 11,05 milhões de sacas; Cerrado - 3,95 milhões; Zona da Mata - 4,15 milhões, incluindo 100 mil sacas de conillon.
São Paulo, segundo maior produtor, participa com 4,25 milhões de sacas de arábica; Paraná, 2,85 milhões de sacas; Espírito Santo, 2,1 milhões; Bahia, 1,2 milhão; demais Estados, 0,95 mil sacas.
O conillon está concentrado no Espírito Santo (3,15 milhões de sacas) e Rondônia (1,25 milhão). Os demais Estados produzem apenas 550 mil sacas de conillon.
CausasA Abecafé aponta as seguintes causas do crescimento da produção brasileira de café:
‘‘1) condições climáticas favoráveis, auxiliadas pelo efeito positivo do fenômeno El Ni¤o no País, exceto em partes do Espírito Santo e da Bahia, que sofreram perda de produção devido à seca; 2) maiores tratos culturais, ‘‘permitidos pelos altos preços recebidos nos três últimos anos; 3) recuperação da produção nos cafezais afetados pela seca e geadas de 1994; 4) aumento da produtividade devido a técnicas modernas de plantio; 5) o ciclo bianual de produção que se encontra em ano favorável; 6) a entrada de novas lavouras em produção.
ExportaçõesA Abecafé calcula que há café para atender folgadamente o consumo interno (12,5 milhões de sacas), exportação de solúvel (2,5 milhões) e as exportações de café verde, que a associação situa entre 18 e 19 milhões de sacas no ano-safra 98/99. Por esses cálculos, ainda restaria um estoque, apenas desta safra, de 2,35 milhões a 1,35 milhão de sacas.
Conforme as informações da associação, as exportações ‘‘têm mostrado uma forte reação nos primeiros quatro meses do atual ano-safra’’(o ano-safra cafeeiro começa em 1º de julho de um ano e vai até 30 de junho do ano seguinte). Como resultado, diz a Abecafé, a participação do Brasil nas exportações mundiais subiu para 30% no quadrimestre julho-outubro, comparado com 20% entre junho de 97 e junho de 98. Entre julho e outubro deste ano, o Brasil exportou 7,6 milhões de sacas. A Abecafé prevê uma exportação de 18 a 19 milhões de sacas de café em grão no ano-safra 98/99.

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