Muitos criadores acham que o uso da ciência e tecnologia, como a inseminação artificial e a implantação de marcadores moleculares são garantias de sucesso na pecuária de corte. Porém, a realidade é outra. José Renato Silva Gonçalves, administrador da Fazenda Figueira, afirma que esses itens só funcionam se o manejo zootécnico for feito de forma adequada. O especialista destaca que além de verificar a qualidade do pasto e também o índice de prenhez de cada fêmea, outras ações, como cuidar do manejo na estação de monta, por exemplo, é fundamental para a obtenção de bons resultados.
''Analisar melhor o período de acasalamento para colocar os animais em reprodução são aspectos que diferenciam o produtor de alta performance''. Gonçalves completa que para realizar esse trabalho não são necessários grandes investimentos. ''O pecuarista deve obedecer a uma lógica gradual de fomento ao setor''. O administrador orienta que o criador deve começar pelos investimentos que proporcionem um melhor custo-benefício para o crescimento gradual e sustentável. ''Uma aposta errada pode levar o criador à falência. Por isso, em todos os experimentos realizados na estação experimental são levados em conta os custos de implantação.
Eduardo Pescarolo, engenheiro agrônomo da Dow AgroScience, empresa parceira da fazenda desde 2001, afirma que os clientes da empresa já têm o hábito de calcular os custos na hora da aquisição de um determinado produto. ''Isso é um ponto positivo. Por meio da estação experimental levamos aos nossos clientes os resultados obtidos de nossos produtos na fazenda'', avalia. (R.M.)

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