O Seminário ‘‘Rumos da Biotecnologia no Brasil’’, realizado no último dia 22 de maio em Brasília, discutiu a Lei de Patentes, biossegurança e proteção de cultivares. Na área de saúde, o tema foi ‘‘O impacto da biotecnologia na medicina’’, que falou dos avanços da tecnologia nos diagnósticos e no combate ao câncer.
‘‘O papel econômico da biotecnologia na área animal’’ também foi um dos enfoques. Segundo informação do palestrante, Luiz Eustáquio Lopes Pinheiro, presidente do Colégio Brasileiro de Reprodução Animal, o Brasil é o maior importador de sêmen e embriões do mundo. Mesmo assim, a inseminação atinge somente 5% das fêmeas bovinas, enquanto Israel, por exemplo, tem um índice de 95% e os Estados Unidos chegam a ter 75% das vacas inseminadas artificialmente.
Mesmo que ainda esteja sendo usada em pequena escala, a inseminação artificial movimenta, no Brasil, por ano, em de torno de 50 milhões de dólares nos negócios diretos e 300 milhões nos negócios indiretos. Já a transferência de embriões movimenta 10 milhões de dólares.
O setor sementeiro também mereceu destaque no seminário. Willhermus Uitdewilligen, da Associação Brasileira de Produtores de Sementes (Abrasem) prevê que, em aproximadamente três anos, já estejam sendo comercializados no Brasil os primeiros produtos transgênicos. ‘‘As técnicas de biotecnologia ainda são caras, e por isso poucas empresas têm capital para desenvolver pesquisas. É preciso que se associem para gerar resultados’’, diz.

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