Ruibarbo(Rheum palmatum L.)
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2002
Cristina Côrtes Reportagem Local 
Também conhecido como ruibarbo chinês ou ruibarbo turco, esta planta é originária da China e adapta-se bem em qualquer região tropical. Tem ação analgésica e antiinflamatória ajudando no combate a artrose.
Características e cultivo
A planta é um arbusto perene que cresce até 3 metros de altura, com folhas largas em forma de coração. Os talos são ocos e as coroas de flores em forma de cachos.
Indicações
Uma das proprieades químicas desta planta é a reina que inibe a ação das enzimas responsáveis pelas alterações das cartilagens propensas a artrose. Na planta existem ainda outros princípios ativos que geram processos reparativos do dano cartilaginoso, facilitando a reconstrução do tecido. Além disso, apresenta ação analgésica e antiinflamatória.
Outra propriedade também estudada é o efeito excitante desta planta sobre o sistema hepático biliar e das glândulas das vias intestinais, pela ação laxativa da antraquinona.
A planta também combate a diarréia pela presença do tanino auxiliando o tratamento da constipação crônica e digestão deficiente. Para estes tratamentos é utilizada a raiz do rui-barbo que deve ser preparada por decocção. Coloca-se 10 gramas de raiz em 1/2 litro de água e ferve durante 10 minutos. Deixe esfriar, coe e tome 1 xícara, 3 vezes ao dia.
Para uso externo para dores reumáticas deve-se fazer infusão das folhas e colocá-las na parte afetada, em forma de cataplasma.
Como fazer chás
O uso de chás é um hábito milenar que foi passado de geração para geração. Não é segredo para ninguém utilizar água quente e um punhado de ervas frescas ou secas para fazer uma bebida agradável. Mas quando se trata de ervas medicinais, que vão ser transformadas em chás para curar algum problema, aliviar uma dor, é bom seguir algumas recomendações para que se possa aproveitar bem os princípios ativos das plantas. Às vezes o procedimento errado pode não levar ao efeito que se deseja ou até mesmo chegar a prejudicar. É importante saber que os chás podem ser feitos por infusão, deccoção e maceração. A infusão é usada nos chás de folhas e flores. Quando a água estiver em ebulição, apaga-se o fogo e joga-se a água sobre as ervas, que devem estar num recipiente de vidro ou porcelana. Depois abafe e espere alguns minutos (10 a 15). As infusões podem ser feitas com uma só erva ou com uma mistura de ervas.
A decocção é feita com as partes duras das plantas:cascas, raízes, caules e sementes. Coloque tudo na chaleira e deixe ferver em fogo baixo, até sentir bem o cheiro da planta. Em seguida apague e deixe esfriar naturalmente.
A maceração não vai ao fogo. Misturam-se as ervas à água, podendo ser de uma a várias horas. A maceração com água não deve ser tomada depois de 12 horas, por causa da formação de bactéria.
Fontes As sensacionais 50 plantas medicinais de Lelington Lobo Franco. Editora Lobo Franco Ltda, e Manual Técnica e Olericultura, da Emater e Ervas do Sítio de Rosy Bornhausem
Outras informações e sugestões com Cristina Côrtes pelo telefone (43) 374-2118 ou pelo fax (43) 339-1412 ou e-mail [email protected]


