A rotina dessas mulheres não é fácil. Abrir a fábrica às cinco horas da manhã e estender a produção até à noite, não é para qualquer um. E olha que a jornada de trabalho não termina ali. Em casa, esperam maridos, filhos e todo o serviço doméstico. As folgas do grupo acontecem nas segundas e sextas-feiras. ‘‘É o período que temos para descansar’’, afirma Cleci.
  A sócia de Cleuci, Marli Vetori dos Santos, casada e mãe de dois filhos, declara que o trabalho na fábica mudou a rotina do dia-a-dia. ‘‘Ficava só em casa, cuidando do marido e dos filhos. Não tinha opção. Aprendi muita coisa, principalmente com os cursos e encontros’’.
  Além de colocar a mão na massa, Fernanda Paulete, outra integrante do grupo, é encarregada de apresentar os produtos à comunidade e tem até cargo na fábrica: promotora de vendas. Esse trabalho ela realiza aos sábados, visitando locais como supermercados e promovendo a degustação de produtos.
  Antes disso, ela ajudava o marido na roça. ‘‘Cuidava da plantação do café, secando o produto no terreiro e ainda da lavoura de milho. Era um trabalho mais pesado’’, relembra, feliz por ter outra rotina hoje em dia. Na cozinha ela não era nenhuma ‘‘expert’’, mas aprendeu com os curso. ‘‘Não sabia fazer muita coisa, mas hoje faço pães, bolos, bolachas e tudo o que a gente produz aqui’’.
  Na avaliação da produtora, o crescimento como pessoa é o que mais conta. ‘‘A gente se sente mais valorizada. Eu era um sapinho na lagoa e hoje, sou mais eu’’. (M.O)

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