Rotina da empresária é administrar 5 fazendas
A rotina de Vera Prando está entre viagens às fazendas no Paraná e Mato Grosso. Ela comanda cinco propriedades, todas de gado de corte. De agricultura só a cana e os cuidados com as pastagens.
Dez dias aqui, outros 20 ali, Vera sempre acompanha de perto, via telefone e pelo computador todas os trabalhos que devem ser realizados nas propriedades. Vai à leilões, onde já se acostumou a escolher os melhores lotes, e procura se atualizar sobre as inovações tecnológicas e técnicas da pecuária.
Para obter sucesso na atividade, a pecuarista garante que conta com uma mão-de-obra sempre especializada, escolhida a dedo, desde que assumiu as propriedades da família em 1997. ''Gosto de valorizar o trabalho das pessoas e acho importante que o relacionamento seja muito bom entre os empregados.''
Outra forma de conseguir índices mais remunerados é a atualização em cursos, de administrados e da própria pecuarista, sobre os assuntos do setor. A pecuarista também tem uma participação efetiva na Sociedade Rural do Paraná, da qual hoje é diretora da pasta de Fomento e Formação Profissional.
A rastreabilidade, por exemplo, uma exigência atual no setor, ela garante que já adota um modelo próprio há alguns anos, com o controle de ''absolutamente'' tudo dentro das fazendas, desde o nascimento até a morte dos animais. As fêmeas criadeiras, por exemplo, já recebem os brincos de identificação e alguns animais também recebem a marcação a ferro. Há o controle sanitário e alimentar num programa de computador que auxilia no melhor gerenciamento da atividade.
Com isso, podemos, por exemplo, verificar as fêmeas que produzem bezerros fracos ou que apresentam problemas de reprodução, afirma Vera. Esses animais são descartados e repostos no rebanho a fim de não afetar índices de produtividade. ''A rastreabilidade, mesmo que ainda não remunere melhor o pecuarista na hora da venda do animal, ajuda e facilita o gerenciamento,'' garante Vera.





