Rotação é o caminho
Apesar da gravidade da ameaça das plantas daninhas, o Brasil, segundo participantes da 1 Conferência Pan-Americana sobre a Resistência de Plantas Daninhas, tem a vantagem da diversidade climática que permite até três safras por ano. A rotação de culturas e, consequentemente, a possibilidade do uso de tipos diferentes de herbicidas pode ajudar no controle. A recomendação vale também para intercalar o cultivo de soja transgênica com a convencional.
Ribas Vidal, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), alerta que além da rotação de culturas é necessário a rotação de herbicidas com mecanismos de ação diferentes. Para isso ele destaca a importância de o produtor ater-se ao princípio ativo do produto. ''Só de glifosato devem existir mais de 30 marcas comerciais diferentes''.
O professor cita ainda outras medidas de manejo que podem contribuir para o controle do mato, como o plantio direto - cuja palhada reduz a emergência do mato -, o espaçamento e a densidade de plantas da cultura. ''Quanto mais plantas menos ervas daninhas'', diz . Vidal finaliza dizendo que o País tem alternativas de manejo, mas a um custo caro. ''Por isso, ações preventivas são eficientes''. (C.G.)





