Planta de clima frio, a amora-preta é, no grupo das chamadas "pequenas frutas", a segunda espécie mais explorada no mundo, perdendo apenas para o morangueiro. Apropriada para pequenos produtores familiares, a espécie encontra condições favoráveis para o cultivo em praticamente toda a região Sul e em áreas montanhosas no Sudeste do Brasil, informa a pesquisadora do Iapar Claudine de Bona.
O Rio Grande do Sul é o maior produtor brasileiro, abastecendo o País, seguido por Minas Gerais. No Paraná são cultivados apenas 77 hectares, com uma produção de 3,2 toneladas de frutos, segundo dados relativos a 2014, obtidos pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Ponta Grossa é o município que concentra a maior produção no Estado, seguido de Palmas.
Conforme a pesquisadora, no Rio Grande do Sul, a produtividade das plantações de amora-preta chega a 10 toneladas/hectares. Já no experimento do Iapar, na Lapa, a produtividade alcançou 27 toneladas/hectare, principalmente porque a fruta foi cultivada em um ambiente controlado e irrigado.
O mercado da amora-preta ainda é muito restrito no Brasil. Em nota, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que faz estudos apenas das safras de grãos e cana. "Com relação a frutas e hortaliças, temos apenas um acompanhamento dos preços nas principais Ceasas do País, pelo programa Prohort (Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro), mas não há amora entre os itens", diz o documento. (M.G.)

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