‘‘Todos os anos, o mundo gasta uma fortuna a subsidiar a sua própria destruição’’, afirma Richard Jolly, principal coordenador do Relatório do Desenvolvimento Humano, encomendado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e divulgado dia 9 deste mês em Bruxelas.
O relatório de 1998 conclui que os pobres pagam caro com a sua saúde e a destruição da sua base de recursos naturais. Diz o trabalho que as mulheres ‘‘sofrem mais com a exposição à poluição no interior dos seus lares e aos produtos químicos utilizados na agricultura e na indústria.’’
DegradaçãoSegundo o relatório da ONU, uma criança que nasça hoje em Nova Iorque, Paris ou Londres ‘‘vai consumir, gastar e poluir mais durante a sua vida do que 50 crianças num país em desenvolvimento’’. ‘‘E os que consomem menos são os que suportarão o grosso dos danos ambientais’’, comenta o relatório.
O documento observa ainda que os países industrializados modernos ‘‘são os consumidores dominantes, mas a população dos países mais pobres do mundo paga, proporcionalmente, o preço mais elevado’’ - pela poluição e pela degradação das terras, das florestas, dos rios e dos oceanos que constituem o seu sustento.

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