Segundo Fábio Piltcher, diretor de marketing da Massey Ferguson, o mercado de tratores tem se mantido no mesmo patamar de 2005 graças aos segmentos de cana, citrus, café e florestal. ''O mercado de colheitadeiras sofreu uma forte redução com relação ao ano passado devido à situação desfavorável no segmento de grãos, mas já estamos detectando sinais de recuperação para o ano que vem'', diz. Outro segmento que mostra sinais de melhora, aposta Piltcher, é o arroz irrigado, ''cujos preços pagos ao produtor têm sinalizado que a cultura está voltando a ser rentável'', crê.
No caso da John Deere, as vendas de colheitadeiras de grãos mantiveram a tendência de queda desde o início do ano, levando a empresa a paralisar por 90 dias a linha de produção da fábrica de Horizontina (RS), de maio até meados de agosto. Líder no mercado interno de colhedoras, as vendas internas da montadora, de janeiro a julho, indicam um total 51% menor que o do mesmo período do ano passado.
Já o mercado de tratores também está voltado à diversificação, incluindo atividades pecuárias e florestais. Os números da Anfavea de janeiro a julho indicam uma pequena expansão nas vendas da John Deere, um aumento de 2,8% em relação à mesma época de 2005.
Para Luiz Antônio Viani, gerente de vendas da New Agro, revendedora da New Holland em Londrina, o mercado regional está parado, ''principalmente pela falta de política agrícola no País'', diz. Segundo ele, a maioria dos produtores que renovou a frota nos últimos dois anos, em função das novas opções de financiamento, está prorrogando as dívidas. ''No geral não há devoluções, a não ser de alguns arrendatários que não têm conseguido quitar os pagamentos''. (M.G.)

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