Retirada de embalagens cresce 377% no Paraná
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sexta-feira, 15 de agosto de 2003
Reportagem Local 
De janeiro a julho foram recolhidas 846 mil toneladas de recipientes vazios de embalagens de agrotóxicos no Paraná. Os números são do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV) e representam um aumento de 377% em relação ao mesmo período do ano passado, quase quatro vezes mais do que o volume do primeiro semestre de 2002.
O InpEV é uma entidade criada para gerir o ciclo completo da destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos. Para os técnicos do Instituto esse aumento reflete a conscientização dos agricultores e o apoio dos órgãos governamentais.
Cresceu também, de acordo com estatísticas do InpEV a infra-estrutura de recolhimento das embalagens vazias, o que proporcionou agilidade no processo de licenciamento ambiental das próprias centrais e postos de recebimento. O sistema de comercialização do Paraná disponibiliza atualmente 64 unidades de recebimento.
O trabalho de recolhimento de embalagens atende às determinações da lei 9974/2000 e é um esforço conjunto dos agricultores, sistema de comercialização, órgãos públicos e fabricantes dos produtos, representados pelo InpEV. Em todo o Brasil, o Instituto coordenou o recolhimento de 921 toneladas, apenas no mês de julho, sendo que o acumulado dos últimos 12 meses já supera as 5 mil toneladas.
A evolução do fluxo de recolhimento das embalagens vazias em cada Estado está diretamente ligada ao trabalho dos sistemas de comercialização e dos órgãos públicos locais, o que torna essencial a comunicação com esses segmentos, explica o presidente do InpEV, engenheiro agrônomo João César Rando.
Para isso, garante João Rando, o Instituto mantém, um esforço constante de treinamento, educação e comunicação, bem como de apoio técnico às unidades de recebimento e de acompanhamento de todas as etapas do processo de devolução e recebimento de embalagens vazias em todos os Estados brasileiros.
O Instituto, mantido pelas empresas fabricantes de defensivos, desenvolve um modelo considerado inédito em todo o mundo para assegurar agilidade e segurança ao sistema de retirada e correta destinação final dessas embalagens, que são encaminhadas para reciclagem ou incineração.
Do volume total, aproximadamente 92% (embalagens corretamente lavadas pelos agricultores) foram encaminhados a empresas cadastradas pelo InpEV para reciclagem e o restante (recipientes contaminados) destinado à incineração, também feita por empresas licenciadas ambientalmente.
''O modelo pioneiro que está sendo implantado de forma autônoma, pró-ativa e com uma estrutura especializada coordenada pelo InpEV, tem apresentado resultados crescentes e animadores em todo o País. Estamos conscientes de que ainda há muito por fazer e por isso estamos intensificando a criação de programas de educação e os investimentos no Estado'', completa João Rando.


