SaúdeMudanças nos hábitos alimentares exigem plantas com menos agrotóxicosOs resultados das pesquisas de vegetais transgênicos (vegetais com a estrutura genética modificada) desenvolvidas por pesquisadores brasileiros, são satisfatórios, estando em evolução em São Paulo e Minas Gerais, únicos Estados que, por enquanto, fazem a pesquisa.
Empresas de outros Estados começam a se preparar para pesquisar vegetais transgênicos. Esta foi a conclusão dos integrantes da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTN Bio), que visitaram quatro empresas naqueles dois Estados, para acompanhar o andamento das pesquisas.
Importação e fiscalizaçãoAs empresas importam dos Estados Unidos, em pequena quantidade, sementes geneticamente modificadas, para desenvolver pesquisas. Fazem isto para, futuramente, produzir plantas mais nutritivas e resistentes, que necessitem de menor quantidade de agrotóxicos. A comercialização desses vegetais só será permitida pelo Ministério da Agricultura e pela CTN Bio quando as pesquisas forem concluídas.
O Ministério tem a atribuição de fiscalizar e monitorar as atividades e
projetos relacionados a organismos geneticamente modificados, acompanhando os experimentos, e treina técnicos para exercer esta fiscalização, juntamente com membros da CTN Bio, que têm a missão de estabelecer as normas de trabalho com organismos geneticamente modificados no País.
Segundo o Chefe da Divisão de Controle do Trânsito e Quarentena Vegetal do Ministério da Agricultura, e membro da CTN Bio, Paccelli Maracci Zahler, a empresa que deseja trabalhar com transgênicos, precisa ter, em seus quadros, uma comissão integrada por um técnico, um especialista em Biossegurança e um leigo na área de sementes, que serão os responsáveis pelo trabalho.
Em Uberlândia, MG, é feito o primeiro experimento com milho geneticamente modificado, na Estação Experimental Novatis Seeds. Esse milho, comercializado nos Estados Unidos, foi importado para o Brasil pela Novatis, e está sendo produzido em escala experimental, não podendo ser comercializado, assim como as demais sementes. O grupo também visitou a Coopersucar, em Piracicaba (SP), para vistoriar um experimento de cana-de-açúcar modificada geneticamente, para tolerância ao glufossinato de amônia. Isto torna a cana resistente ao herbicida.
Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), também em
Piracicaba, os técnicos vistoriaram os laboratórios de genética que trabalham com petúnia, feijão e tabaco, onde a pesquisa é na área de fotossíntese, para conseguir vegetais 30 por cento mais eficientes em baixa luminosidade, em pequena escala. Na Estação Experimental da Agrevo, em Cosmópolis (SP), foram vistoriados laboratórios, casas de vegetação e o campo experimental onde estão sendo feitas pesquisas com triticale, milho, batata, laranja, ameixa e pêssego, testando a eficiência de agrotóxicos.
BiotecnologiaA chegada da sonda Pathfinder a Marte marca um desses momentos em que a Humanidade chega muito perto da sensação de já ter visto, explorado ou descoberto tudo. Olhando através da lupa de um microscópio, no entanto, fica fácil perceber que uma nova fronteira do conhecimento humano começa a ser desbravada: a biotecnologia.
Somente neste final de século é que a tecnologia e o grau de conhecimento químico-biológico permitiu o desenvolvimento de práticas de modificação genética que, espera-se, revolucionem o modo como a saúde e a alimentação são tratadas. E neste último campo - alimentação - as perspectivas são as mais promissoras possíveis. Se a introdução de máquinas, e posteriormente, de insumos químicos elevou brutalmente os níveis de produtividade do campo, por outro lado essas tecnologias tinham limitações, principalmente em relação ao impacto ambiental.
Com o melhoramento genético das espécies, muitos desses problemas são resolvidos literalmente na semente. Ao transplantar características desejáveis, preservando a estrutura genética original, é possível criar plantas resistentes a pragas, com teor alimentício superior ou melhor sabor.
Muitas são as possibilidades oferecidas. Muitas vezes, as pessoas se perguntam: afinal, o que é biotecnlogia?

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