Coordenador regional do Instituto Emater de Londrina, Ildefonso José Haas, explica que na região de Londrina – que engloba cidades como Cambé, Ibiporã, Bela Vista, Rolândia, Cafeara, Prado Ferreira, entre outras – foram estipuladas 14 unidades de referência para atuar na Campanha Plante seu Futuro.

Os trabalhos foram principalmente balizados no monitoramento semanal de manejo de pragas e doenças. "Das 14 propriedades, em apenas três foram realizados controles da ferrugem com pulverização, o que dá uma média de 0,21 aplicação de fungicida por área. Isso é bem abaixo da pulverização regional média, que fechou em duas aplicações", explica Hass.

No caso das aplicações de inseticidas na cultura da soja, os números das propriedades de referência da região que participaram da Campanha também se mostraram bastante animadores. "Na safra 2014/15, foram apenas 1,35 aplicação de inseticidas, contra quatro ou cinco que são realizadas normalmente na região", complementa o coordenador.

Na opinião de Hass, sem dúvida os produtores estão mais conscientes acerca da utilização de defensivos de forma equilibrada, que evita um desequilíbrio ambiental e a ressurgência de pragas. "O mais importante da Campanha Plante seu Futuro é levar a informação no momento adequado ao produtor. Isso faz toda a diferença para que ele não faça as chamadas aplicações preventivas e caia na esparrela do excesso", complementa ele.

O pesquisador da área de transferência de tecnologia da Embrapa Soja, Osmar Conti, explica que os conceitos de manejo Integrado de Pragas existem há muitos anos na instituição, mas por meio do Instituto Emater é possível chegar ao campo com mais eficiência para implementar tais tecnologias na prática. "Acredito que muitos conhecem as ferramentas, mas há aspectos práticos que dificultam a utilização, como a exigência de mão de obra, visitas semanais na lavoura, ou seja, que envolvem um trabalho prático mais intenso para fazer o monitoramento".

Conti cita que, apesar do trabalho extra que o manejo de pragas traz aos produtores, a tecnologia evita contrapartidas sérias, como o desequilíbrio do sistema promovido por aplicações de defensivos em excesso, eliminação de inimigos naturais, reinfestações mais frequentes de pragas, custo dos produtos aplicados desnecessariamente, contaminação do operador e do ambiente, desgaste de maquinário, entre outros. "O produtor tem todas as condições de fazer a amostragem do pano de batida com um mínimo de treinamento. Hoje é preciso conhecer apenas alguns grupos de pragas, como lagartas e percevejos, mas nada que seja impossível de aprender". (V.L.)

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