Restrições sanitárias: santo remédio para a avicultura
O império da avicultura brasileira contra-ataca as restrições sanitárias impostas pela comunidade internacional. A seu favor, o Brasil tem o melhor parque industrial do mundo.
As exigências sanitárias impostas ao Brasil por outros países, que também são produtores de frango de corte, como os europeus, se transformam em fogo-amigo, ajudando o país a abater a concorrência e imprimir mais qualidade em seus produtos.
''Já visitei abatedores em Portugal, Itália e Alemanha, sendo que não chegam nem aos pés dos brasileiros'', afirma o secretário executivo do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa), Inácio Kroetz.
Uma indústria que, somente no Paraná absorve 50 mil trabalhadores diretos, 500 mil postos de trabalho indiretos e um total de 31 empresas, que somam-se à alta tecnologia genética, biológica e de manejo no enfrentamento do mercado internacional.
Para ilustrar essa eficiência, o gerente de exportação da Big Frango Hélio Shorr compara, dizendo que os veterinários brasileiros conhecem mais sobre a nutrição das aves de corte, que os médicos aos seus pacientes.
''Não existe nenhuma maternidade no mundo onde o visitante precisa tomar dois banhos para visitar um recém-nascido, como acontece com as visitas às aves'', afirma Shorr, estendendo a comparação ao dizer que o Brasil tem os melhores produtores do mundo, com competência e dedicação e um clima favorável à avicultura.
Entre os principais importadores de carne de frango brasileira estão a Europa, Oriente Médio, América do Sul, África e Àsia.
Além de preço, esses países se preocupam com Análise de Períodos e Pontos Críticos de Controle (Appcc), a sanidade das aves em relação às doenças do grupo ''A'' (Newcastle e Influenza Aviária), utilização de produtos animais, programas de qualidade, bem-estar animal, aditivos (não-hormônios para controle de algumas doenças), entre outras.
''Apesar de todas essas restrições, o nosso frango é o de custo mais baixo do mundo. Porém precisamos reduzir ainda mais'', comenta Shorr.
O secretário do Conesa, Inácio Kroetz, observa além das barreiras, exergando que a exportação ajuda a melhorar a qualidade do produto, inclusive para o mercado interno. ''As exigências são tantas que o plantel acaba sendo melhorado'', conclui. (F.L.)





