São quatro áreas de reflorestamento e uma iniciativa pioneira de recomposição de mata ciliar, em parceria com o governo estadual, além de um trabalho de conscientização ecológica. Em dez anos, a Cooperativa Integrada, se transformou numa empresa engajada e comprometida com a preservação do meio ambiente. ''Enquanto se discute o aquecimento global, o rompimento da camada de ozônio e o desequilíbrio ambiental, estamos fazendo a nossa parte através da implantação desses projetos e outros que virão no futuro'', defendeu o engenheiro agrônomo Aderson Tokushima, coordenador técnico e responsável pela área de meio ambiente.
O programa de reflorestamento deu seu primeiro passo no município de Arapoti, em 1998, com a compra de uma área de 102 hectares (ha). Milhares de mudas de eucalipto foram plantadas ao longo de 70 ha. Hoje, com as árvores já em fase de corte, a Integrada possui uma importante reserva de matéria-prima que abastece os fornos usados na secagem de grãos nas unidades de recebimento. ''Ainda compramos lenha de madeireiras, mas temos uma importante reserva e, além de tudo, conhecemos a procedência da madeira'', afirma Aderson.
A cooperativa utiliza por ano perto de 50 mil metros cúbicos de madeira nesses fornos de secagem. ''Ainda não somos auto-suficientes na produção da lenha, mas esse é um dos objetivos do nosso projeto'', diz o coordenador.
Em 2003, os investimentos no plantio de mudas de eucalipto chegaram a mais três propriedades localizadas em Arapongas, Goioerê e Ribeirão do Pinhal. A previsão é de ampliação dessas áreas ainda este ano.
Uma nova técnica, que utiliza um produto a base de gel, vai garantir o desenvolvimento das plantas, mesmo em caso de curta estiagem. ''O produto é inserido nas covas e garante uma autonomia de 20 dias sem chuva'', explica Anderson. Só na reserva de Arapongas, a maior delas, mais 75 hectares devem ser plantados até o final deste mês.

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