Respostas positivas aos programas
Com o programa Sistema Estadual de Reposição Florestal (Serflor), criado há quase dois anos, o esforço do governo tem se concentrado no incentivo à reposição por parte das empresas que utilizam a matéria-prima.
Atualmente 7.100 empresas, que representam 80% do total das empresas que consomem madeiras, estão cadastradas no Serflor e já replantaram 63 milhões de árvores, o equivalente a 33 mil ha, só nesse primeiro semestre de 1998. Segundo Jorge Mazuchowski, coordenador de Desenvolvimento Florestal da Emater, as principais espécies utilizadas na reposição são o eucalipto grande, pinus tropicais, grevilha, sinamomo gigante, pinho cuiabano, teca (típica de clima tropical). Estas espécies são indicadas para plantio no Norte do Estado, nas áreas do arenito, e são as preferidas porque o corte é mais rápido e são pouco exigentes na utilização de tecnologias para seu manejo, ao contrário das madeiras mais nobres, informa o agrônomo.
De acordo com dados levantados pelo Serflor, o Paraná deve acrescentar anualmente uma área de 46.709 ha, além do atual nível de reposição florestal e manejo, para obter sua auto-suficiência em madeira para consumo interno e manter o nível atual das exportações.
O Programa de Florestas Municipais do Estado está incentivando a instalação de viveiros. Segundo o engenheiro florestal do Instituto Ambiental do Paraná (Iap) em Londrina, Mário Mendes, o Estado quer envolver as prefeituras neste trabalho e ir desativando os viveiros estaduais. É o caso do viveiro estadual de Ibiporã, que vem reduzindo sua produção de mudas nos últimos anos. Até o ano passado produzíamos 1 milhão de mudas; neste ano reduzimos para a metade. Queremos que os municípios assumam esta responsabilidade, comenta. (C.C.)





