Um estudo realizado pela equipe de avicultura da Universidade de São Paulo (USP) afirma que a criação de perus é tão simples quanto a de frangos. Passados os primeiros três meses de vida, a ave já se torna resistente e pode ser solta pelo campo. Em pequenas áreas, os perus devem ser criados no chão. Já em ambientes fechados é necessária a cobertura do solo com material absorvente.
Para iniciar uma criação, a pesquisa recomenda a compra de peruzinhos de um dia de vida. Estas aves devem ser pré-selecionadas para reduzir gastos com instalações. Os terrenos devem ser grandes, secos, gramados e com divisões para permitir a rotação das pastagens. Nos primeiros dias, os comedouros e bebedouros devem ficar próximos aos abrigos, sendo afastados gradualmente, para obrigar as aves a se exercitarem.
A alimentação mais indicada envolve rações balanceadas e matéria verde. Em criações caseiras, ressalta o estudo, é possível aproveitar também restos de alimentos para a engorda dos animais, que dura de 20 a 60 dias. É recomendado ainda o fornecimento de pedriscos ou areia para facilitar a trituração e assimilação da comida. Segundo o cálculo dos pesquisadores, os perus comem, em média, 35 quilos de ração desde o nascimento até o abate.
Já adultos, os perus podem ser mantidos confinados ou soltos em cercados, para que sejam melhores assistidos pelo criador. Como são bastante resistentes, basta fornecer abrigo durante a noite e para a proteção em caso de chuva, vento, frio e sol forte.
Voltado para a produção de carne, o peru deve ser abatido com 26 semanas, antes do crescimento das penas. Apesar de prejudicar a carcaça, as penas e os detritos da aves são aproveitados, assim como os cerca de 50 quilos de esterco produzidos anualmente pelas aves. (Fonte: www.criareplantar.com.br)

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