Ovos galados destinam-se à produção de pintos; os não galados são póprios para o consumo humano. Segundo o pesquisador Paulo Rosa, mestre em Zootecnia, com especialização em manejo e produção de aves, ovos galados são destinados à produção de pintos (próprios para a incubação). A diferença básica com os não galados, que são próprios para o consumo humano, é a presença do germoplasma, o que significa um ovo fértil.
Conceitualmente, óvulo é um ovo não fertilizado. No geral, as aves de postura comerciais, não sendo acasaladas, produzem óvulos. Esses óvulos são conhecidos como ovos e chegam até o consumidor com este nome.
As galinhas poedeiras comerciais de óvulos (os ovos para consumo humano) não necessitam de machos. Já as poedeiras que geram pintos (conhecidas pelo nome de matrizes) necessitam de machos, numa proporção de um macho para cada 10 fêmeas. Essas poedeiras produzem ovos férteis para incubação.
Para as linhagens pesadas (que dão origem ao pinto que será o frango de
corte), esperam-se 170 ovos férteis (próprios para incubação). No início
da produção, alguns ovos pequenos são descartados e ficam fora dessa
expectativa de 170 ovos, durante a vida útil da matriz; ela fica em
reprodução 40 semanas em média). Para as matrizes de linhagens semipesadas e leves, esperam-se 20% e 40%, respectivamente, a mais de ovos férteis, em comparação com as linhagens pesadas durante a vida reprodutiva da matriz.
Eventualmente, a inseminação artificial é utilizada quando ocorre um dimorfismo sexual acentuado (macho muito mais pesado que a fêmea.
Exemplo clássico desse problema acontece em perus. Em aves, esse fenômeno também começa a aparecer. Em matrizes comerciais, normalmente, não é utilizada a inseminação artificial, já que o dimorfismo sexual ainda apresenta baixa ocorrência. Ainda é bastante empregado em plantéis de avós elite (galinhas que geram as matrizes e garantem as características da linhagem), onde se procura utilizar os melhores machos, para manter o alto desempenho da linhagem.

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