A boa rentabilidade e o aumento da demanda estimularam a produção do algodão no Paraná, que destina cerca de 45 mil ha ao cultivo da fibra. ''Um aumento de 50% em relação a safra passada'', afirmou o economista do Departamento de Economia Rural (Deral), Norberto Ortigara.
Segundo Ortigara, em 2003 foram colhidas 71.600 ton no Estado e para este ano são esperadas 90 mil ton, um aumento de 25%, mesmo com a quebra ocorrida durante o plantio em função da seca.
A região de Umuarama lidera a lista no Paraná, responsável por 24% da produção. Em seguida está Campo Mourão, com 17% e Maringá, com 13% do algodão cultivado.
A expectativa para a safra atual é colher 1,3 milhão de ton em todo o Brasil. O cerrado continua a sendo a região mais produtiva e o Mato Grosso lidera a lista dos maiores produtores, com 399 mil ha cultivados. A Bahia fica em segundo, com uma área de 182 mil ha e Goias em terceiro, com 132 mil ha destinados ao algodão.
O preço médio para esta safra é de R$ 20,61/ arroba de algodão. Já o custo variável do produtor médio é de R$ 11,25/ arroba, para uma rentabilidade de 83%. Cerca de 9% da safra já foi vendida.
Dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) apontam que as exportações devem render US$ 650 milhões ao Brasil em 2004, um resultado
400% superior ao de 2003, quando os embarques renderam US$ 130 milhões. O país deve embarcar 500 mil ton de algodão, contra 175 mil ton exportadas no ano passado.M.G.

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