Rentabilidade deve ser assegurada
O produtor Daniel Bayer em pelo menos uma ocasião diminuiu prejuízos da safra com o seguro agrícola. No ano passado, perdeu 70% do milho safrinha e se não fosse a indenização teria uma perda de cerca de R$ 30 mil. Ele se diz um defensor da modalidade, que lhe possibilita um risco menor ante os imprevistos que podem atingir os 100 alqueires que cultiva na zona leste de Londrina.
Os custos com seguro compensam, diz ao comentar que há cinco anos faz o seguro de 50% da área plantada. Bayer colhe na safra de verão uma média de 400 sacas de milho por alqueire, 120 de soja, 300 sacas de milho safrinha e no inverno 120 sacos de trigo.
Para Alexandre Lopes Kireeff, presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), o seguro é uma ferramenta fundamental ao produtor, a despeito das críticas com relação à sua eficiência. Ele considera importante a criação do Fundo de Catástrofe, que possibilitou às empresas as condições para a efetivação dos seguros agrícolas, solucionando problemas como os que ocorreram no ano 2000. Naquela época, os sinistros provocaram prejuízos às seguradoras.
A subvenção, segundo ele, também foi responsável pela ampliação do acesso do produtor ao seguro da safra. Essas modalidades podem representar o começo da modernização da política agrícola há muito reivindicada pelo setor, afirma Kireeff.
De acordo com o presidente da SRP, o acesso a serviços necessários à agropecuária devem ser ampliados. O setor hoje ainda está contaminado por um processo de endividamento, que dificulta o acesso a financiamentos públicos, diz. Dessa forma, complementa, o produtor se sujeita a créditos mais caros.
Kireeff afirma que a segurança que o setor precisa não se limita ao seguro da produção. Temos que garantir a rentabilidade com preço e contratos futuros, destaca. (R.C.)





