O produtor Osmar Ishikawa, de Londrina, costuma manter os investimentos constantemente na propriedade. Nos últimos três anos, adquiriu oito maquinários, entre plantadeiras, colheitadeiras, tratores e pulverizadores. Mesmo assim, Ishikawa ainda considera baixa a oferta de crédito aos agricultores. Atualmente, Ishikawa cultiva grãos em 120 hectares localizados no distrito de Maravilha, mas sua intenção é duplicar a área de cultivo e, para isso, os investimentos são necessários. ''O maquinário é essencial para manter a cultura, sem eles não há agilidade e o trabalho não rende'', comenta. Segundo ele, os equipamentos também suprem a falta de mão de obra qualificada para trabalhar nas lavouras. Mesmo assim, Ishikawa lembra que é preciso treinar os operadores para trabalhar com os equipamentos cada vez mais modernos e complexos.
''Quem tem máquina consegue fazer o plantio e a colheita na época certa, o que é muito importante porque a cada ano o período ideal para isso é mais curto'', argumenta. O produtor consegue plantar mais de 90 hectares por dia com o uso da máquina. Ishikawa afirma que cada investimento é ''um tiro no escuro'', pois o pagamento dos financiamentos depende do desempenho na safra que, por sua vez, está atrelada ao clima. ''O agricultor precisa fazer um planejamento com base na previsão de colheita, mas quando o maquinário estiver próximo ao fim da vida útil é preciso renovar a frota'', orienta. O produtor conta que estava com uma demanda antiga por novos equipamentos, mas precisou aguardar um momento mais oportuno para a compra, o que conseguiu graças à boas safras e ao preço elevado da soja nos últimos anos.(M.F.)

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