Rendimento do trigo
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de novembro de 2002
Otmar Hubner (*) 
Fim da colheita do trigo. Até segunda-feira, em torno de 99% da área paranaense de trigo estava colhida, repetindo a evolução ocorrida em 2001, em igual período.
Cerca de 73% da produção estadual, que deve totalizar 1,46 milhão de toneladas, encontra-se vendida, contra 72% no ano passado, quando a produção foi de 1,84 milhão de t.
Em 2001, o rendimento médio do Paraná foi de 2.107 kg/ha, apesar das geadas que atingiram parte das lavouras, principalmente no Oeste do Estado. No presente ano os triticultores do Norte sofreram com estiagem durante o desenvolvimento da cultura; depois ocorreram geadas severas em todo o estado e algumas regiões ainda foram castigadas com chuvas prolongadas durante a fase final das lavouras. Assim, o rendimento médio é de aproximadamente 1.450 kg/ha, com perda total de cerca de 60.600 hectares e quebra ao redor de 41 % da estimativa inicial média.
Apesar de os produtores de trigo terem perdido na produção, os que conseguiram colher ganharam no preço. Enquanto que o maior preço médio obtido no ano passado, em julho, foi de R$ 16,45 por saca, a média de outubro de 2002 foi de R$ 36,90.
Atualmente os preços internacionais estão recuando, apesar de ainda estarem acima dos praticados durante os últimos anos. O maior recuo verifica-se sobre o trigo argentino e está sendo causado pelo avanço da colheita e necessidade de vender o produto que tem o Brasil como principal comprador.
Ao mesmo tempo a cotação do Dólar tem mostrado tendência de queda apesar de os analistas não arriscarem palpites sobre o seu comportamento futuro.
Durante os últimos dias, os preços médios praticados no Paraná permaneceram abaixo do patamar de R$ 30,00 por saca e, caso não haja alguma novidade mercadológica, tendem a recuar mais.
Especialista do Departamento de Economia Rural (Deral) Seab.


