Rendimento de carcaça
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sexta-feira, 14 de outubro de 2005
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Melhoramento genético é sinônimo de sucesso na pecuária. Os dois processos mais utilizados dentros desta tecnologia a seleção e o cruzamento industrial se mostram ferramentas importantes para o criador que quer transformar-se num verdadeiro produtor de carne. É claro que não basta escolher duas raças e cruzá-las aleatoriamente para obter bons resultados. ''O sucesso vem da profissionalização da atividade'', garante José Bento Ferraz, diretor da faculdade de Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto (SP).
Buscando exatamente o ótimo da produtividade, a Associação Brasileira de Limousin (ABL) organizou um abate técnico para comprovar a eficácia da raça na produção de carne de qualidade. Foram analisados animais meio sangue limousin e nelore e animais puros. Os resultados apontaram rendimentos semelhantes - sempre superiores a 50% -, mas com uma leve vantagem para os cruzados.
O abate fez parte da 12 Exposição Nacional da Raça Limousin realizada em Londrina, durante a EuroZebu. Os animais analisados pertencem ao pecuarista José Soares Cardoso Neto, proprietário da Fazenda Santa Izabel, de Centenário do Sul (91 km ao norte de Londrina). O confinamento da fazenda é ao ar livre e tem capacidade para 2 mil cabeças.
Segundo Pedro Luiz Alves Nunes, superintendente técnico da ABL, os animais abatidos permaneceram 64 dias confinados, recebendo 50% de silagem de milho e sorgo e 50% de concentrado a base de milho, soja, uréia, sal mineral e calcário.
Foi medido o acabamento de gordura no contra-filé, entre a 12 e 13 costela, e em todos os animais, sem exceção, a variação ficou entre 9 e 11 milímetros de espessura de gordura. ''Todas as carcaças foram aprovadas para comercialização, classificadas como sendo de qualidade superior'', afirma Nunes.
Ele ressalta que entre os machos cruzados, o rendimento de carcaça teve média de 57,3%. Entre as fêmeas, o rendimento médio foi de 58,19%. Já entre os animais puros de origem, os machos apresentaram rendimento médio de 57% e as fêmeas de 58%.
''As fêmeas apresentaram excepcional conformação e muita padronização. Um ponto muito importante dessa avaliação, foi a proximidade das fêmeas em relação aos machos, principalmente no quesito rendimento de carcaça'', assinala Nunes. Ele ressalta uma fêmea que alcançou a marca das 19,99 arrobas. ''O comprimento, a profundidade e a largura da carcaça deste animal contribuiram para a conquista desta desenvoltura'', finaliza.


