Renda maior do que o milho e feijão
O agricultor Eduardo Edmundo Trzaskos, 34 anos, era um tradicional produtor de milho e feijão nos 7,5 hectares da propriedade onde vive no município de Araucária, região metropolitana de Curitiba até 1996. Foi então que ele resolveu fazer uma experiência plantando 50 pés de pêssego e 220 pés de ameixa em meio hectare. Esse ano ele faz a segunda colheita de pêssego e ameixa. Não tem comparação, um hectare de pêssego vale mais que 10 hectares de feijão, avalia.
Na primeira safra, colhida em 1999, Edmundo conseguiu uma produção média de três caixas por hectare. Para esse ano ele espera uma produção de 3,5 caixas por pé. A produtividade de pêssego é estabilizada a partir do quinto ano após o plantio. Na colheita passada Edmundo conseguiu um preço médio de R$ 0,85 por quilo de pêssego e estima que o custo tenha fica em torno de R$ 0,40.
Como eu produzi frutas com qualidade, consegui vendê-las direto a supermercados da região, onde o preço pago é maior, explica. Para o fruticultor, as principais vantagens da atividade são os menores riscos de perdas que lavouras de verão e o custo mais baixo. Mas tem que fazer investimentos, respeitar as recomendações técnicas e produzir frutas com qualidade, completa.
Em 2001 Edmundo pretende abandonar definitivamente o milho e feijão para produzir pêssego e ameixa. Além dos 50 pés em produção, ele tem outros 250 pés que estão completando um ano de plantio. Está planejando plantar mais 400 pés de ameixa e 150 pés de pera. (E.C)





