Relação de troca tende a mudar, prevê analista
Daqui para frente a expectativa, de acordo com o analista, é melhorar a relação de troca. Entra a safra de bezerros, há maior oferta, e a cotação deve ficar mais equilibrada em relação a arroba do boi gordo. Ao contrário da categoria bezerros, a arroba do boi gordo já caiu muito, chegou ao fundo do poço e forçou uma pressão por parte dos pecuaristas. Os frigoríficos estão com escalas muito curtas de abate. Com a entrada da entressafra o mercado deverá reagir.
A perspectiva é de que no inverno melhore a relação de troca. A arroba do boi deverá reagir na entressafra, mas isso depende das condições climáticas. Em anos de inverno mais rigoroso e falta de bons pastos o pecuarista não segura muito os animais. Já em ano de clima mais ameno acontece o contrário. Com menor oferta a tendência do preço é subir.
Mas este ano há uma nova variante. No sul do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, segundo o analista, os pastos de inverno deverão ocupar menor área. Primeiro pelo avanço da agricultura em áreas que eram de pastagem, caso do milho safrinha, e, segundo, porque está difícil de encontrar sementes para plantio de pastos de inverno.
Segundo Fabiano Tito, há certa dificuldade de achar no mercado sementes para plantio de pastos de inverno e, em alguns casos, o preço inviabiliza o cultivo, caso do azevém que teve alta de 164% na cotação das sementes. Com custo elevado das pastanges de inverno, menor área de pastos, menor demanda por animal e oferta boa, a tendência é de preços mais baixos.





