De acordo com o pesquisador do Iapar, Antônio Carlos Gerage, o mercado da soja e do milho pode ser analisado a partir da relação de preços entre os dois produtos. Quando a relação de preços é de 1,8 para soja/milho é favorável para o milho. De 1,8 a 2 é neutro, ‘‘questão de investir em tecnologia de produtividade.’’ Quando a relação fica acima de 2 é mercado nitidamente favorável a soja.‘‘Foi o que aconteceu este ano com a soja chegando a R$17 a saca e o milho a R$5.’’ Mas isto não pode ser visto como tendência de longo prazo.
A safra americana de soja indica retração no preço, com previsão de R$12/13. Nesta situação o mercado para o milho ficaria na posição de neutro; desde que o produtor consiga vender o milho no mínimo de R$6,70. Se forem mantidos para a soja os mesmos preços praticados até agora, o mercado continuará desfavorável para o milho. Os meses mais favoráveis para comercialização do milho, segundo Gerage, vão de outubro a janeiro, ditados pela lei da oferta e demanda. Setenta e cinco por cento do milho é comercializado de março a junho; 5% de janeiro a março e 20% de junho a setembro.
QualidadeA Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio (Fapeagro) promoverá na primeira semama de setembro, no Parque Ney Braga, em Londrina, um ciclo de palestras a respeito das principais culturas de verão: algodão, milho, feijão e soja. No caso do milho haverá abordagem também sobre qualidade e comercialização, além dos aspectos técnicos da cultura.(C.B.)

mockup