A colhedora, para alcançar os mais altos níveis de desempenho, deverá estar em perfeitas condições de trabalho. Deve-se fazer com antecedência uma boa revisão. Isto evitará paradas e perdas de tempo durante a colheita.
Ao iniciar a colheita, operar com uma velocidade baixa, para sentir e para dominar as funções da colhedora. Gradualmente, aumentar a velocidade, sempre verificando os resultados, até encontrar a mais adequada. Para trigo, esta velocidade situa-se entre 3 e 5 km/hora.
O pesquisador da Embrapa Trigo, José Antônio Portella, orienta também a realização de ajustes básicos da colhedora, segundo recomendação do Manual de Operação: colher uma certa área e verificar os grãos que estão sendo colhidos, bem como as perdas que estão ocorrendo.
Verificar frequentemente os grãos no tanque graneleiro, na retrilha e a palha nos saca-palhas, para comprovar a apropriada ação trilhadora. Se necessário, ajustar a rotação do cilindro e a abertura do côncavo. Sempre que mudar algum ajuste, comprovar a perda de grãos. Manter ajustadas a altura, a posição e a velocidade do molinete, de acordo com as condições do produto e a velocidade da colhedora.
O ajuste do fluxo e a quantidade de ar e/ou peneiras deve ser feito sempre que houver perdas nessa área, ou notar grãos sujos no tanque graneleiro. Não sobrecarregar a colhedora, operando com velocidade alta, já que isto aumenta consideravelmente as perdas.
Existem diversas formas de classificar as perdas na colheita: na pré-colheita, ocasionadas por condições climáticas como chuva, vento, geada, ou por doenças e pragas; na plataforma de corte, devidas ao desnivelamento da plataforma, pneus descalibrados, alta velocidade no molinete, entre outras causas; na unidade de trilha, por causa das pontas de espigas parcialmente trilhadas que saem da colhedora através dos saca-palhas e das peneiras; nos saca-palhas -grãos soltos que não conseguiram ser separados da palha e que saem pelos saca-palhas para fora da colhedora; nas peneiras - os grãos que escapam pelas peneiras por causa de rotação inadequada do ventilador, entre outras coisas; perdas por fugas que podem ocorrer em qualquer ponto da colhedora, por estarem as janelas de inspeção impropriamente fechadas ou com vedações danificadas.(C.C.)

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