O Brasil mantém também o Programa Nacional de Regionalização Sanitária da Avicultura, instituído este ano pela Instrução Normativa 17 do Ministério da Agricultura, que prevê o Plano Nacional de Prevenção da Influenza. A ação, proposta em 2001 pela iniciativa privada e discutida com os serviços municipal, estadual e federal, propicia às regiões produtoras condições de acionar os grupos especiais de atendimento sanitário emergencial (Geases-aves) em caso de ocorrência da doença. ''O grupo detectaria o foco e cercaria a doença rapidamente'', afirma Odilon Douat.
No início de agosto, a produção avícola do Paraná passou por uma auditagem do Ministério da Agricultura, incluindo os aviários. Outros estados que também aderiram ao plano de controle New Castle e Influenza Aviária também estão sendo avaliados. O resultado da vistoria deve ser divulgado até o final do ano.
O Paraná, segundo Douat, foi muito bem avaliado. ''Temos pessoal, estrutura, barreiras, legislação, tudo o que precisamos para manter o setor organizado e produtivo''. Ele ainda complementa que o Paraná tinha mais medidas a mostrar do que ações a serem avaliadas. ''A segurança da produção avícola daqui está muito melhor do que as atuais exigências federais''.
A atual equipe de vigilância conta com nove médicos veterinários atuando na área de reprodução e outros 20 no setor de produção. ''Buscamos o menor prejuízo econômico possível na produção. Se acontecer um foco da doença no Estado, por exemplo, fecha todo o País. O prejuizo seria muito grande''.
Com a regionalização, os estados mais avançados na produção, como os do Sul, terão defendidos os embargos no caso de surtos de doenças graves em outras regiões. ''Quem tiver o melhor controle da doença, poderá limitar o controle do trânsito de aves em seu território''. (M.O)

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