Região dos Campos Gerais está de olho no mercado
Com foco na produção de biomassa, a cooperativa Frísia, sediada em Carambeí (Campos Gerais), está investindo forte no produção de florestas. A organização possui cinco mil hectares de árvores plantadas. "Estamos estudando o projeto para entrarmos no próximo ano na produção de biomassa", comemora Anacleto Luis Ferri, gerente comercial da Frísia. Ao todo, a cooperativa produz 1,5 mil toneladas por ano de tora voltadas para consumo próprio.
"Queremos passar a ser um gerador de energia", observa. Ferri explica que a cooperativa usa a matéria-prima para secagem de grãos e também como fonte de energia para produzir vapor na fabricação de ração e para movimentar as indústrias de ração e processamento de leite e suínos. Ferri afirma que, em áreas de menor propensão para a produção de grãos, por exemplo, a Frísia incentiva o plantio de madeira. "Estamos estudando a viabilidade de fomentar ainda mais a nossa produção", entusiasma-se o gerente comercial da cooperativa.
Foco
A Castrolanda, uma das maiores cooperativas de processamento de lácteos do Estado, começa a dar valor à atividade e vê o setor florestal como uma nova fonte de renda para a organização. A área de produção não é grande, chegando a 1,5 mil hectares. A entidade usa o material para secagem de grãos e em atividades na indústria de lácteos.
A intenção da Castrolanda é investir na produção de cavaco, que são pequenos pedaços de madeira triturados. Atualmente, a cooperativa possui cinco produtores que atuam diretamente na atividade, com uma média de produção de 45 metros cúbicos de madeira por hectare por ano. A área de floresta dos cooperados da cooperativa é de 200 hectares.
Para atender a demanda da cooperativa, seriam necessários 2 mil hectares de florestas. "A nossa intenção é fomentar cada vez mais o setor", observa Gilvan Plodowski, engenheiro florestal da cooperativa. (R.M.)





