Conforme consta em estudo do economista Diego de Faveri Pereira Lima, no Brasil ainda existem mais de 4,5 milhões de famílias potencialmente beneficiárias da reforma agrária e para atendê-las seria necessário dispor de 160 milhões de hectares de terras. Ou seja, o País ainda tem um longo caminho a percorrer para minimizar as desigualdades no campo.
O diretor de crédito fundiário do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Francisco das Chagas Ribeiro Filho, frisou que o propósito do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) é possibilitar acesso à terra à quem tem relação com o meio rural e diminuir a pobreza. Podem participar trabalhadores rurais, filhos de agricultores ou agrotécnicos com renda familiar anual de até R$ 15 mil e patrimônio de até R$ 30 mil e que tenham mais de cinco anos de experiência rural nos últimos 15 anos. O valor financiado varia conforme a linha mas o teto é R$ 80 mil, com juros de 2% a 5%, com pagamento em até 20 anos. Os projetos podem ser individuais ou coletivos.
Segundo Ribeiro Filho, a liberação dos recursos é feita pelo Governo Federal e o acompanhamento e a fiscalização cabem aos estados. O MDA pode intervir e reforçar a atuação dos técnicos junto às famílias. (L.A.)

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