Dorico da SilvaInformaçãoO Centro de Treinamento já realizou 112 cursos, assistidos por mais de 2.600 pessoasA qualidade da pesquisa científica realizada pelo Iapar tem divulgado uma imagem positiva do Estado e também do Brasil, propiciando grandes demandas e parcerias, que abrem caminhos para futuras cooperações comerciais. Para o diretor-adjunto da Diretoria Técnico-Científica, Rogério Manuel de Lemos Cardoso, ‘‘o Instituto sempre teve preocupação em dar respostas eficazes a estas demandas, criando uma credibilidade bem visível dentro e fora do País’’.
Na avaliação do pesquisador Paulo Varela Sendim, engenheiro agrônomo, técnico em Administração de Pesquisa, ‘‘a base para o conhecimento científico é esta inter-relação e a troca de informações, sempre buscada pelos pesquisadores desde a criação do instituto.’’
Nos últimos anos, a realidade social obrigou o Iapar a ampliar suas fronteiras de atuação para além da propriedade agrícola. ‘‘A abertura de mercado, o endividamento dos Estados e a maior exigência dos clientes fizeram com que o instituto extrapolasse o setor produtivo’’, diz Rogério. O Iapar começa a desenvolver trabalhos na área da indústria de química fina, metal-mecânica, processamento de alimentos, bem como nos setores de ensino e pesquisa pública e privada’’.
DesafiosSegundo Rogério, um dos mais importantes desafios é a produção de conhecimento para fomentar a agroindústria no Estado. Para isso está em desenvolvimento o estudo das cadeias produtivas. ‘‘Vai ser um instrumento muito oportuno para o diagnóstico preciso das necessidades dos vários segmentos’’, diz Rogério.
No momento atual, o Iapar passa por crise financeira e administrativa, aguardando, até o fechamento desta edição, a nomeação do novo presidente. Estes problemas já se arrastam há algum tempo. No ano passado, por exemplo, por falta de pessoal e na impossibilidade de contratação, foi necessário fazer o enxugamento de algumas atividades de pesquisa. Segundo Rogério, houve um corte de 52% nos programas de pesquisa e de 53% no trabalho desenvolvido pelas estações experimentais.
Paulo Sendim comenta que o reconhecimento do trabalho do Iapar já levou muitos pesquisadores a deixarem o Instituto para trabalhar em outros locais. As demandas que surgem acabam criando laços que evoluem para cooperações comerciais.
Sendim cita o exemplo do intercâmbio com a Bolívia, que mudou toda a estrutura de seu instituto de pesquisa, baseando-se no modelo do Iapar.‘‘As relações com eles estão tão desenvolvidas, que até empresários daqui estão comprando terras lá com base nas informações que os pesquisadores trazem’’, comenta Sendim.
ResultadosMesmo enfrentando várias dificuldades nos últimos anos, o Iapar lançou 41 novas cultivares no período de 90 a 96; editou 1.010 publicações científicas; produziu 21.400 sacas de sementes básicas de diversos produtos, e representou o Estado em inúmeros eventos técnico-científicos de abrangência nacional e internacional.
No levantamento realizado neste período, o Iapar se destacou também pelo estreitamento das relações com diversas entidades através de acordos e convênios para atividades de pesquisa, treinamento e extensão. Universidades, cooperativas, empresas e institutos estrangeiros têm buscado informações em ciência básica e aplicada. Aproximadamente 2.600 profissionais dos setores público e privado participaram de 112 cursos nestes cinco anos.
Foram promoviods 204 dias-de-campo, atingindo 10.812 pessoas dos diversos segmentos do negócio agrícola, entre agricultores, estudantes, profissionais e lideranças políticas e rurais. Os estágios oferecidos pelo instituto beneficiaram 417 estudantes de várias áreas.
Através da Rede de Laboratórios de Solos, 223.711 agricultores foram atendidos com análise de solo de suas propriedades, enquanto a Rede Meteorológica forneceu, no mesmo período, 2.793 boletins e laudos para companhias de seguros, universidades, escolas agrícolas, estudantes e outros clientes.

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