Reduzir idade de abate
Reduzir idade de abate
Os pecuaristas, alerta o pesquisador Gelson Feijó, da Embrapa-Gado de Corte, de Campo Grande (MS), têm a sua disposição tecnologias para reduzir a idade média de abate. A adoção de práticas como exames ginecológicos nas fêmeas, identificando as prenhas e descartando as vacas com problemas reprodutivos, é um primeiro passo. O exame andrológico dos machos também permite usar touros mais férteis e aumentar os índices de procriação do rebanho.
Outro manejo é colocar animais mais exigentes em pastagens melhores, como as fêmeas de primeira cria. Há também a possibilidade de reduzir a idade de entoure para os 24 meses, para que a fêmea possa parir com três anos. O pecuarista deve também adequar a lotação de pastagem na propriedade e não deixar os animais sem alimentação nas épocas críticas.
Práticas como essas, lembra Feijó, não custam muito ao pecuarista e evitam que os animais percam peso nas épocas de restrição natural de alimentos, como o inverno no Sul do País, quando seria necessário também investimento em suplementação.
Há também a possibilidade, com um pouco mais de aplicação de recursos, de investir na formação de novas pastagens, usar o semi ou o confinamento, reduzindo a idade para os 24 meses e não mais matar os bois aos 36 meses como acontece hoje.
Comparando com a pecuária tradicional, é mais interessante reduzir a idade de abate para os 24 meses. Com isso, é possível aumentar em três vezes a produção de carne brasileira e há ainda o aspecto social, já que o aumento de produção resulta em maior oferta e, consequentemente, menores preços, acredita Feijó.(C.B.)





