Redução da produção estimula preço
A redução de mais de 1 milhão de toneladas na produção mundial de algodão na última safra é analisada como um dos fatores que favoreceu os preços internos da fibra, de R$8,00 a arroba podendo chegar até R$9,00, na próxima safra. A redução do prazo de pagamento para as importações, e apoio do Estado estimula a volta do plantio no Paraná.
Na década de 70, o Brasil era um dos maiores países exportadores de algodão. Com a abertura de mercado promovida durante o Governo Collor, a situação deste setor entrou em colapso. Entre 92 e 93, a cultura diminuiu drasticamente em todo o País. Os Estados que mais sofreram com as medidas do governo Federal, foram o Paraná e São Paulo.
Neste período, as alíquotas de importação tiveram grandes reduções e as indústrias têxteis compravam matéria prima de outros países com prazos de pagamentos de seis meses a um ano, com juros variantes de 6 a 8 % ao ano. Com as importações a produção nacional estacionou, levando os agricultores a abandonarem a cotonicultura. A área cultivada no País chegou, na safra 96/97, a 682.100 ha - a menor de todos o tempos, lembrando que só o Paraná plantou 705.000 ha em 91.
Para a safra 97/98, a previsão do Comitê Internacional do Algodão (ICAC) é que a produção e o consumo mundial ultrapassem l9,5 milhões de toneladas, e permaneçam abaixo do recorde de 20,7 milhões de toneladas de 91/92.(C.C.)





