Recuperação de áreas degradadas é fundamental para o aumento da produtividade no campo
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sexta-feira, 13 de junho de 2014
Reportagem local 
Não é novidade dizer que uma fonte de água abundante e um solo rico em nutrientes são as maiores riquezas de uma propriedade. Contudo, o simples descuido com as Áreas de Proteção Permanente (APP) e Reserva Legal (RL), somado a um cultivo que não respeita as boas práticas agronômicas, principalmente em relação ao bom uso do plantio direto, podem minar essas qualidades. Manter uma área com altos índices de produtividade e ao mesmo tempo respeitar o meio ambiente nem sempre é uma tarefa fácil ou barata.
A recuperação de áreas degradadas pode ser uma solução tanto para aumentar a produtividade agrícola, quanto para a preservação dos recursos naturais. Com o novo Código Florestal, aprovado há cerca de dois anos, e a recente liberação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a situação das áreas degradadas no Paraná tende a mudar, segundo avalia Antonio Caetano de Paula Junior, secretário do Meio Ambiente do Estado. Segundo ele, só em RL e APP, o Paraná possui 1,2 milhão de hectares degradados, sem contar as pastagens.
Nas propriedades que necessitam de recuperação, o secretário afirma que o produtor terá que aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). Dentro das limitações geográficas da área, se pelo CAR for constatado que a área de preservação está abaixo do que foi estipulado pelo Código Florestal, o dono da propriedade assinará um termos de compromisso para recuperação dessa área, devendo, assim, regularizar a propriedade.
João Francisco, produtor na região de Londrina, fez a recomposição de sua mata ciliar há quatro anos, com o apoio de técnicos do Emater e estudantes universitários que ajudaram no monitoramento da área. A técnica utilizada na área foi o plantio direto com mudas de espécies nativas da região.
O produtor conta que com a regularização ambiental da área ficou mais fácil o acesso ao crédito. "No começo é difícil, mas depois percebi melhorias na área", observa. Francisco percebeu a volta da fauna e a regularização do clima na região com os 30 metros de mata ciliar que recompôs às margens do riacho que passa dentro de sua propriedade. "Depois da recuperação, utilizamos essa área até mesmo para lazer", comemora.
Leia mais sobre recuperação de áreas degradadas na reportagem de Ricardo Maia na Folha Rural deste sábado.


