Recomendações para o manejo no inverno
A redução da entrada e a saída de ar, a instalação de isolantes térmicos, sobrecortinas e a disposição dos animais em círculos ao redor do equipamento aquecedor ajudam a proporcionar um ambiente satisfatório no aviário durante o inverno, informaram os pesquisadores Paulo Abreu e Valdir Silveira de Ávila, da Embrapa Suínos e Aves.
Segundo eles, as aberturas devem ser controladas mas a circulação do ar não pode ser totalmente interrompida, pois a ventilação é importante para evitar a concentração de gases indesejáveis que acabam disseminando doenças.
Para os pesquisadores, o melhor indicativo de conforto entre as aves está no seu comportamento. Quando elas se afastam da fonte de calor, apresentam asas e pescoços estendidos ou bicos abertos, significa que a temperatura está mais quente que o necessário. Se as aves se aglomeram, indicam a necessidade de aquecimento. Se a aglomeração acontece em local específico, é sinal que existem correntes de ar.
Nos dias mais frios, Paulo Abreu recomenda viabilizar a circulação do fluxo de ar apenas na parte superior do aviário, reduzindo as superfícies de entrada e saída de ar. Dessa maneira, evita-se a incidência direta sobre as aves.
Aviários com lanternim devem apresentar sistema de fechamento para as épocas frias. Janelas móveis ou cortinas são alternativas que satisfazem essa necessidade. A inclusão de isolantes térmicos na superfície das telhas também contribui para reduzir os efeitos da temperatura externa no interior do galpão, acrescentou Valdir Ávila.
A instalação de cortinas laterais na parte externa da granja é um recurso tradicional para evitar a penetração do sol, da chuva e para controle da ventilação. Paulo orienta que elas devem ser fixadas a dois terços da altura do pé direito, com abertura no sentido das extremidades para o ponto de fixação.
Nos primeiros dias de vida das aves, os pesquisadores sugerem a utilização de sobrecortinas na parte interna do galpão. Esse mecanismo contribui com a manuteção do calor interno do aviário, evitando a entrada de correntes de ar frio e impedindo a perda de calor para o exterior, ensinou Ávila.
Outra prática comum é reservar 2/3 do aviário, em uma das extremidades, para alojar os pintinhos, que devem ser separados com divisórias de lona. O compartimento é chamado de estufa e pode ser viabilizado pela instalação de cortinas nas laterais e na parte superior da área destinada ao alojamento das aves. (C.A.)





