Para quem vai plantar soja, a escolha dos insumos deve considerar a área a ser cultivada, o histórico da lavoura e as recomendações técnicas para a cultura. Com relação à aquisição de sementes, a recomendação da Embrapa Soja é para que o produtor esteja atento para a qualidade, para o poder germinativo e a indicação para a região a ser cultivada.
Sempre que possível o produtor deve diversificar, na mesma safra, as variedades plantadas na propriedade, já que, entre as variedades, existe diferença de sensibilidade à variação do ambiente (solo e clima), no tempo de duração do ciclo e níveis de tolerância a doenças.
Segundo o pesquisador Gedi Sfredo, a escolha do fertilizante deve ser baseada na análise das necessidades do solo. ‘‘Até pouco tempo atrás, a adubação da soja limitava-se ao uso do inoculantes e à aplicação de fósforo, potássio e cálcio. Hoje, o agricultor deve preocupar-se também com a utilização dos micronutrientes e com o equilíbrio dos nutrientes, aplicando, quando necessário, outros elementos como o enxofre e o magnésio’’, explica.
Outra ferramenta importante é a análise da folha da soja. Com o resultado é possível saber quais nutrientes faltaram na última safra e fazer a correção adequada. Na compra de fertilizantes, a Embrapa Soja recomenda produtos de formulação ‘‘aberta’’, que identifiquem no rótulo a composição do adubo.
Outro aspecto destacado pelos pesquisadores é a aquisição de variedades de soja, do ponto de vista econômico, que está relacionado ao tamanho das sementes. ‘‘As variedades com características genéticas que apresentam sementes menores, requerem um volume menor de semente a ser comprado, o que reduz um pouco o custo de produção’’, comenta o pesquisador Antonio Garcia.
O controle de plantas daninhas com herbicida é uma prática comum na lavoura de soja. A escolha por um determinado herbicida é fundamentada nas espécies encontradas na propriedade, nos casos de resistência e no nível de infestação atingido. Deve-se considerar também o sistema de plantio, se é convencional ou direto e fazer a rotação de herbicida a cada safra.
O produtor deve considerar também outras alternativas tecnológicas que permitem a economia de alguns insumos, como o controle biológico de pragas, o manejo de plantas daninhas e uso racional de fertilizantes.
Os pesquisadores ainda fazem um alerta quanto à aquisição de insumos: ‘‘Muitas empresas oferecem aos agricultores condições de pagamento a longo prazo, baseados normalmente no preço da saca de soja. O problema é que nem sempre o produto destas empresas são recomendados para o caso específico do produtor e o que parece um grande negócio, pode transformar-se num investimento desnecessário e de alto risco’’, explica o pesquisador Áureo Lantmann. (C.C.)

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