As exportações brasileiras de café em grão em abril somaram 1,214 milhão de sacas e registraram o maior preço médio por saca desde outubro de 1994: US$ 203,73 por saca de 60 kg. A receita cambial ficou em US$ 247,3 milhões. O acumulado no quadrimestre atingiu US$ 862,8 milhões, crescimento de 155,4% em relação a igual período do ano passado, que teve oferta restrita por causa da seca e e das geadas de 1994.
Faltando dois meses para fechar o semestre, os embarques do ano somam 5,123 milhões de sacas, aumento de 121,8%. A quota do Brasil no acordo da Associação dos Países Produtores de Café para a primeira metade deste ano é de 6 milhões de sacas. O desempenho das vendas externas registra ritmo mais intenso pela falta de variedade arábica no mercado internacional.
Do total exportado no mês passado, apenas 37,5 mil eram de conillon, semelhante ao robusta africano, utilizado principalmente da indústria de solúvel. O Porto de Santos continuou na liderança de embarques (987,9 mil sacas). Depois vieram Vitória (186,1 mil sacas), Rio de Janeiro (38,4 mil) e o porto seco de Varginha (1.660 sacas). As informações são da Federação Brasileira dos Exportadores de Café (Febec).

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