O sucesso das coberturas realizadas durante a estação de monta (EM) depende bastante do diagnóstico epidemiológico do rebanho. Este trabalho deve começar no mês de agosto, para dar tempo de ‘‘arrumar a casa’’ até outubro, quando a estação começa e segue até dezembro. As doenças infecciosas, de origem bacteriana, viral ou parasitárias são importantes, pois podem afetar o sistema reprodutivo, tanto dos machos como das fêmeas, impedindo a fecundação, causando abortos ou mesmo ocasionando o nascimento de bezerros com porte inferior à média; sendo também importantes na taxa de natalidade. Sem um controle sanitário adequado, as perdas podem afetar o bolso do pecuarista com a perda do investimento em tecnologias de reprodução e pessoal, compra de touros ou sêmen e a morte de bezerros.
  De acordo com o médico veterinário Kléber Silva, da empresa Ford Dodge Saúde Animal, para as vacas fertilizadas no período é comum a ocorrência de abortos espontâneos de até 5%. Para dimiuir o risco ele aconselha primeiro a realização de um levantamento sanitário na propriedade. ‘‘O pecuarista deve identificar o perfil dos microorganismos da fazenda e, se necessário, implantar medidas de erradicação ou controle de doenças para depois iniciar a monta com mais segurança’’, comenta.
  Outro procedimento, segundo o veterinário é cuidar da vacinação das fêmeas, pois, como alerta, somente animais saudáveis provocam prenhez. ‘‘O ideal é começar a vacinação 60 dias antes da estação e fazer o reforço 30 dias depois’’. Já o coordenador estadual de pecuária de corte da Emater, Luiz Fernando Brondani, lembra que o mês de agosto é indicado para a devermifugação dos animais. ‘‘É um período em que o gado está mais fraco e pasta mais tempo no mesmo lugar o que ajuda a desenvolver doenças endo e fito parasitásias mais facilmente’’, explica. Ainda segundo o especialista, é também hora de procurar touros e sêmen de qualidade. ‘‘Além dos exames ginecológicos para fêmeas, o pecuarista deve investir em testes andrológicos e comprar doses de sêmen de empresas idôneas’’, aconselha.
  De acordo com estudos da Embrapa Pecuária de Corte, a estação de monta deve ser implantada inicialmente pelo período de no máximo 180 dias. A cada ano, este período deve diminuir 30 dias, desde que o índice de fertilidade se mantenha, até atingir três meses de período de cobertura. Terminada a EM, os touros são separados das vacas, e só voltam ao acasalamento na próximo período reprodutivo. É aconselhável que se faça o diagnóstico de gestação durante a EM, para separar as vacas gestantes e remanejar os touros para outros lotes de vacas. A duração da estação de novilhas deve ser sempre 30 dias menor que a das vacas, iniciando 30 dias antes e terminando também 30 dias antes da das vacas. Nos casos de falhas na reprodução, normalmente a fêmea é incriminada, mas, a incidência de doneças em machos, também é determinante no sucesso da fertilização. Um controle preventivo dos machos e fêmeas é importante para se obter um maior índice de nascimento de bezerros e alcançar rentabilidade.

As vantagens da estação de monta:
- Concentração dos trabalhos de monta e inseminação artificial (IA).
- Concentração de nascimentos, desmama e terminação.
- Maior pressão de seleção na fêmeas.
- Otimização da mão de obra.
- Concentração dos trabalhos de marcação, mochação e castração.
- Previsão de venda e comercialização futura de animais prontos

mockup