Na comunidade Guairacá, no distrito de Lerroville ( 60 km de Londrina), três famílias de agricultores enfrentam realidades diferentes, determinadas pelo acesso ou não ao subsídio oferecido pelo Paraná 12 Meses.
Nelson da Rocha Maciel possui uma propriedade de 3,6 alqueires, onde vive com a esposa, duas filhas e o filho Edson Maciel, que mora com a esposa e duas crianças no sítio. Há dois anos ele recebeu R$1,2 mil para reforma de sua residência, mas preferiu utilizar o dinheiro para construir uma casa para a família do filho, que até então se apertava em um cômodo da casa paterna.
''Se não fosse o programa, acho que meu filho já teria ido embora para a cidade, onde estaria passando fome'', disse. Edson, que trabalhava em propriedades alheias, passou a se dedicar à produção de olerícolas, que considera um bom negócio.
Além da reforma da residência, a família recebeu insumos, sementes e equipamentos para viabilizar a atividade agrícola. ''Ajudou bastante, mas teria que vir sempre'', comentou Nelson. Para melhorar os rendimentos da atividade, eles adquiriram recentemente uma caminhonete financiada pelo Pronafinho, um programa que empresta dinheiro a juros de 4% ao ano. ''Agora somos nós que transportamos a produção até o Ceasa. Economizamos o frete e o trabalho do carregador'', contou Edson.
Os irmãos Kooki e Tsuyoshi Akiyama não tiveram a mesma sorte. Pequenos proprietários, eles precisam trabalhar nas terras de um outro irmão para sobreviver. Tsuyoshi contou que pediu recursos para reformar sua casa, mas não conseguiu a liberação. Kooki acrescentou que sem subsídios, fica difícil tocar a lavoura. ''Preferi arrendar'', comentou. Questionados se já haviam tentado obter recursos junto ao Pronafinho, informaram que a opção não é interessante. ''Vamos pegar dinheiro emprestado e pagar com o quê?'', argumentaram.
O casal Helena Lisboa Souza e Jurandir Bernardes Alves se tornaram pequenos proprietários há três meses. Trabalhadores rurais, eles foram beneficiados com um dos 35 lotes da Vila Rural de Guairacá. Jurandir continua trabalhando fora, enquanto Helena e os seis filhos ficam na propriedade, onde plantam milho, feijão, alho e mandioca. ''Dá uma boa ajuda nas despesas'', disse Helena, que está animada com a nova casa.''É mais confortável, dá mais vontade de trabalhar.'' (C.A.)

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