Rastreabilidade pelo DNA
Em parceria com a Motorola e a IBM, a GenoMar ASA - principal empresa seleção genética de peixes, com sede na Noruega e filiais em diversos paises - desenvolveu um sistema de rastreabilidade, especificamente para a tilápia ''oreochromis nilóticus'',.
Através do DNA, é possível acompanhar o peixe da fase de alevino até o filé. ''Com esse sistema chegamos ao ponto de, se necessário, pegar um pedaço de filé em qualquer lugar do mundo e saber se aquele peixe nasceu, por exemplo, no Brasil e em que laboratório'' - exemplifica Ricardo Neukirchner, da Aquabel.
O empresário lembra que os principais mercados consumidores, EUA e Europa, estão colocando restrições aos alimentos importados permitindo apenas a entrada de produtos que tenham sua rastreabilidade.
O sistema de rastreabilidade das tilápias começou a poucos anos quando a GenoMar adquiriu a tecnologia e material genético do Projeto GIFT (centro de pesquisa em tilápia das Philippinas). Verificando que o mercado estava se posicionando a favor da tilápia, a GenoMar passou a trabalhar também a Tilápia com a mesma qualidade tecnológica do salmão. Começou então a fazer a leitura do Genoma da tilápia, caracterizando desta forma toda a sequência genética da espécie, podendo assim determinar quais são as sequências de pares de genes economicamente importantes, como velocidade de crescimento, conversão alimentar, rendimento de carcaça, resistência à doenças.
Uma vez determinadas estas sequências de pares de genes, economicamente importantes, a GenoMar seleciona os peixes por rastreamento, que contenham tais sequências, em seu banco genético espalhado em diversos paises. Os peixes são conhecidos pelo mapeamento genético do DNA individual, são peixes ''chipados'' e númerados (cada matriz tem um chip eletrônico para identificação). As matrizes que possuem a sequência genética desejada, sofrem uma seleção de cruzamentos individuais e monitorados, garantindo dessa forma que os descendentes desses peixes carreguem no seu DNA. Por herança genética, os pares de genes são importantes para se obter os melhores índices zootécnicos possíveis.
''Podemos conseguir em pouco tempo as melhorias, que no sistema de seleção fenotípica (utilizado em geral) levaria vários anos, afirma Ricardo. Além disso, na seleção genotípica (DNA) não ocorrem erros, os cruzamentos garantem a herança genética, o que no sistema fenotípico não acontece, pois não se conhece a carga genética e sim apenas as características externas (visuais) dos animais.





