Rastreabilidade do Paraná vai seguir modelo europeu
Uma parceria entre governo do Estado e instituições que fazem parte do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária (Fundepec) está montando o Sistema de Rastreabilidade da Carne do Estado do Paraná. A rastreabilidade paranaense segue o modelo europeu ''já que a Europa é o nosso principal comprador e talvez o mais exigente do mundo'' - conforme o presidente da Faep, Ágide Meneguette.
Ágide comentou a medida na semana passada, durante o lançamento da campanha contra a febre aftosa, juntamente com o secretário da Agricultura e vice-governador Orlando Pessuti.
O sistema está sendo implantado a partir de cadastros das vacinações dos anos anteriores. Os técnicos do Defis (Seab) vão testar a metodologia em duas áreas do Estado. Guarapuava e Londrina, para depois estender a rastreabilidade a todo o Estado e cumprir a legislação federal que estabelece que todos os animais ''devem ser rastreáveis'' a partir do ano de 2005.
A parceria não pára por neste projeto, segundo Ágide. Recentemente, uma comissão de técnicos do Fundepec, Faep, Senar, Tecpar, Ocepar e Sindicarne esteve na Espanha para estudar o sistema de rastreabilidade suína para que o Paraná possa ampliar as exportações de suínos para a Europa.
A rastreabilidade faz parte do sistema de vigilância e através dela é possível ter um bom controle sobre os rebanhos do Estado, razão do empenho que se está fazendo para melhorar a defesa sanitária.
A defesa sanitária não é uma responsabilidade só do Estado. O Estado exerce a vigilância e a fiscalização oficial e detém o poder de impor sanções aos que não obedecem a legislação -explica o presidente da Faep.
''Mas, nós produtores - frisou -, somos todos responsáveis porque é do nosso interesse que o rebanho seja sadio, para que possamos vender nossos produtos com vantagem e vencer a competitividade feroz que hoje existe no comércio internacional e doméstico''.
Ágide lembrou que a Lei Brandão trouxe para a legislação dispositivos da legislação paulista sobre ICMS, tornando mais competitiva a produção paranaense de carnes (bovina, suína e de aves). Para aprovação desse projeto foi fundamental o apoio de Orlando Pessuti, na época deputado estadual - disse. A Lei Brandão é de grande benefício na comercialização de carnes. Foi um pedido da Faep e outras instituições e até hoje os paranaenses se beneficiam dessa lei.





