Raiva também causa prejuízos ao rebanho
Segundo a pesquisadora Ivanete Kotait, assistente técnica de saúde do Instituto Pasteur, a raiva em gado de corte e de leite também representa prejuízos econômicos e impacto na saúde pública. A doença é causada por um vírus, que ataca mamíferos terrestres e morcegos. Na América Latina, estima-se prejuízos anuais de US$30 milhões e a morte de 100 mil cabeças, fora custos de tratamentos de pessoas que tiveram contato com animais infectados.
O principal transmissor da raiva em bovinos é o morcego hematófago, que se alimenta de sangue. A agressão do morcego já causa prejuízos econômicos, pela depreciação do couro, espoliação do animal, perda de produtividade e outros. O período de incubação do vírus pode variar de 30 a 90 dias. Ele atinge os nervos periféricos e chega ao sistema nervoso central. Depois dissemina-se para vários órgãos, sendo eliminado pela saliva. O período em que os herbívoros podem transmitir a doença ao homem é desconhecido.
Nos bovinos e equídeos os sintomas podem ser confundidos. Por isso, o diagnóstico laboratorial é importante. Animais com raiva se afastam do rebanho, permanecem apáticos e com inapetência, apresentam lacrimejamento e corrimento nasal. A morte ocorre cerca de 4 a 6 dias após o início dos sintomas. Para o controle são recomendadas a vacinação do rebanho e o controle da população de morcegos hematófagos. O Brasil produz a vacina de vírus vivo atenuado e a vacina inativada. A mais indicada, segundo a pesquisadora, é a inativada, porque não apresenta riscos de contaminação nos seres humanos. (Da Redação)





