Raças leiteiras seguem outros padrões
A avaliação das raças leiteiras obedece a outros critérios, porque o objetivo final é produzir o máximo de leite, não carne. A Girolando é um desses casos e as 56 vacas e bezerras da raça inscritas na Exposição 2005 irão a julgamento hoje. O juiz convidado pelo Núcleo de Girolando do Paraná para avaliar os animais é Euclides Prata dos Santos Neto, de Uberaba (MG). Como o diferencial da raça é seu potencial de produzir leite, a qualidade do sistema mamário da vaca representa 50% das atributos avaliados.
O criador de girolando Bernardo Garcia George, de Mauá da Serra (80 km ao Sul de Londrina), diretor de Pecuária de Leite da SRP, explica que é considerado o tamanho do úbere e a colocação das tetas, para facilitar a ordenha. Porém, precisa ser um úbere bem aderido ao corpo para que fique longe do chão. Se ele é volumoso mas encosta no chão, isso pode gerar infecções, como a mastite, além de prejudicar o deslocamento do animal, alerta George.
Os outros critérios são relativos à fertilidade e à morfologia do animal. No que se refere à capacidade reprodutiva, a vaca precisa parir uma vez por ano para se manter produzindo leite. Quanto à questão corporal, é o mesmo das outras raças: bons aprumos, harmonia, um dorso alongado (traço de feminilidade) e uma boa abertura de costelas. (J.K.)





