A Confederação Nacional dos Bananicultores (Conaban), em parceria com associações representativas da fruta de diversos estados, conseguiu duas audiências em Brasília este ano para discutir a IN3, mas sem muitos resultados concretos. A entidade bate numa tecla muito importante sobre a cultura, a questão social: a bananicultura emprega três funcionários por hectare no País – sendo um direto e dois indiretos.
Jeferson Magario, produtor e representante da Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar) - localizada no interior de São Paulo e responsável por 10% da produção nacional de banana -, esteve nas duas audiências deste ano. "Uma vez que o mercado for aberto, quem garante que outros países não vão importar para o Brasil? Como as audiências não resolveram, protocolamos um pedido de reunião na Casa Civil para tentar maior repercussão, mas até agora estamos apenas aguardando."
As questões fitossanitárias, apesar de já estarem aprovadas na instrução normativa, também são preocupantes. O engenheiro agrônomo da Emater Paulo Andrade relata que enquanto a banana nacional recebe em média seis pulverizações ao ano, as equatorianas recebem 40. "A preocupação também é com o consumidor, que vai receber uma fruta com excesso de aplicação de agrotóxicos."
Andrade relembra que em 1997 o País iniciou a importação de frutas de outros países, o que acabou auxiliando para a melhoria da qualidade da produção nacional. "Foi algo importante porque chegaram frutas de maior qualidade que a nossas, o que fez com que os fruticultores trabalhassem em prol da melhoria da produção. Agora, nesse caso das bananas, não seria possível uma concorrência leal." (V.L.)

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