Quem não investe em informação, fica para trás
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sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Quem busca ser competitivo no agronegócio, deve olhar mais adiante, buscar informações precisas e tornar a propriedade rentável, com diminuição de custos e aposta em tecnologia de ponta. Não é difícil encontrar no Norte do Paraná, portanto, produtores mais jovens capacitados, bem informados, que já começam a tomar a frente das terras da família.
Rodrigo Costa se formou como engenheiro agrônomo há quatro anos e já é a terceira geração que trabalha nas propriedades da família. Com o pai e o apoio de uma assistência técnica especializada, ele está sempre em busca de novos materiais para plantio, além de fungicidas e fertilizantes. "Hoje, o produtor que não investe em informação, em tecnologia, fica para trás. Por isso valorizamos dias de campo e palestras que acontecem na região, como as que serão promovidas pela Expocop deste ano", opina o rapaz de 29 anos.
Um das fazendas da família fica bem atrás do Parque de Exposições Arthur Hofig, em Cornélio Procópio, e outra próxima ao município de Santa Mariana, totalizando 1 mil hectares (ha), com foco nas culturas de soja, no verão, e milho safrinha, no inverno. "Este ano foi interessante para nós. Utilizamos uma tecnologia de ponta e, graças ao clima com chuvas regulares e sem geadas, conquistamos bons resultados. A soja atingiu produtividade de 57 sacas por hectare e o milho, que estamos finalizando a colheita agora, 130 sacas por hectare", calcula ele.
Safra após safra, o produtor bate na tecla que a busca por melhores resultados deve ser constante. "Não podemos nos dar ao luxo de parar. A cada ano que passa é necessário implantar novas estratégias, analisar o que trouxe resultados negativos e projetar o que está por vir."


