A família do agricultor Alfredo Abt chegou ao Brasil na década de 1950 junto a outras famílias de colonos alemães vindos da Iugoslávia. Desde então, a terra tem sido sua principal fonte de renda. Em 1977, tornou-se associado da Cooperativa Agrária, que absorve toda a sua produção, além de fornecer insumos e assistência técnica. ‘‘Somos fiéis à cooperativa da mesma forma que ela nos é fiel’’, afirma.
  Dono de uma propriedade de 82 hectares (ha) na região de Entre Rios, Abt cultiva soja e milho no verão e trigo e cevada no inverno, em sistema de rotação de culturas. A cevada, ressalta, tem sido mais rentável que o trigo, pois além de produzir cerca de 10% a mais que o grão, rende até 5% a mais na comercialização.
  Nesta safra, ele destinou 25 ha à lavoura de cevada e espera uma produtividade de 4,1 mil quilos/ha. ‘‘A chuva está atrapalhando um pouco a lavoura, mas estou conseguindo controlar a incidência de doenças com aplicações de fungicidas’’, assinala.
  Ele conta que a crise na agricultura nacional o levou a buscar uma segunda profissão para complementar a renda familiar. Hoje, quando não está plantando ou colhendo, ele trabalha como caminhoneiro, com um veículo próprio. Mas apesar das dificuldades, não pensa em desistir da terra. ‘‘Já dizia o ditado: ‘Quem investe em terra nunca erra’’’, diz o produtor.(M.G.)

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